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Santa Catarina registra vento recorde de quase 170 km/h
A intensa frente fria associada com um forte ciclone extratropical que se formaram entre os dias 30 de junho e 1 de julho de 2020 provocaram temporais com ventanias destruidoras sobre diversas áreas da Região Sul do Brasil. O ciclone extratropical desta frente fria foi chamado de “ciclone bomba” porque teve uma queda pressão atmosférica intensa e muito rápida no seu processo de formação.
A grande e intensa linha de instabilidade que se organizou com esta frente fria avançou do Rio Grande do Sul para Santa Catarina com rajadas de vento extremas, em torno dos 100 km/h, em diversos locais.
Em nota meteorológica especial, a Epagri-Ciram, órgão de previsão e de monitoramento meteorológico e agrícola e do governo de Santa Catarina informou nesta segunda-feira, 6 de julho, que entre os dias 30 de junho e 1 de julho, ventos de mais de 80 km/h foram registrados em muitas regiões do estado de Santa Catarina, e até superando os 100 km/h em vários municípios.
A estação meteorológica de Siderópolis, instalada em 2003, registrou uma rajada com 168,8 km/h entre 5 horas e 6 horas da madrugada de 1 de julho de 2020, que passou a ser o novo recorde de velocidade de vento da rede de estações da Epagri-Ciram.
Até então, o recorde pertencia ao município de Celso Ramos, que registrou uma rajada com 161,9 km/h em 07/10/2010.
Ventania generalizada e danos
A ventania que ocorreu sobre Santa Catarina impressionou muito não só pela velocidade extrema dos ventos, mas porque atingiu uma ampla área e se prolongou por algumas horas.




