A China ameaçou nesta sexta-feira divulgar uma lista sem precedentes de empresas, grupos e indivíduos “não confiáveis” que prejudicam os interesses das empresas chinesas, com uma série de tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos seguindo programadas para entrar em vigor no sábado
O Ministério do Comércio da China não destacou nenhum país ou empresa, mas a ameaça pode aumentar ainda mais as tensões depois que os Estados Unidos colocou a Huawei em uma lista negra que efetivamente impede que empresas dos EUA façam negócios com a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicações.
A “lista de entidades não confiáveis” de Pequim se aplicará aos que violam as regras do mercado e o espírito dos contratos, bloqueiam as empresas chinesas por razões não comerciais, “danificam seriamente os direitos e interesses legítimos” das empresas chinesas e prejudicam a segurança nacional da China, disse o ministério.
Uma série de comentários, críticas e advertências agudas da China nas últimas duas semanas piorou a retórica com os Estados Unidos, o que pode complicar a preparação para qualquer reunião entre seus respectivos líderes no mês que vem.
No início deste mês, os EUA impuseram tarifas adicionais de até 25% sobre 200 bilhões de dólares em importações de produtos chineses, acusando Pequim de renegar promessas anteriores de fazer mudanças estruturais sobre suas práticas econômicas. Isso levou Pequim a reagir com mais impostos sobre a maioria das importações norte-americanas em uma lista 60 bilhões de dólares em produtos – que deve entrar em vigor no sábado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que planeja se encontrar com seu colega, Xi Jinping, durante a cúpula do G20, marcada para 28 e 29 de junho, em Osaka, embora a China não tenha formalmente confirmado isso.
Xi e Trump provavelmente acharão “difícil” fazer grandes progressos para acabar com a guerra comercial, disse uma ex-autoridade chinesa.



