A resposta depende de uma combinação de fatores, tais como: depende da espécie de braquiária, da quantidade de massa, se ela estava em pastagem perene, se foi cultivada solteira após a soja ou em consórcio com milho safrinha.

A braquiária solteira produz mais massa e é de difícil dessecação, porém se foi pastejada a dessecação é melhorada. No cultivo consorciado a braquiária tem menor crescimento e se torna de mais fácil dessecação que a braquiária solteira ou de pastagem perene.

Características do milho, como maior ciclo, maior porte e maior população de plantas podem reduzir drasticamente a massa de braquiária. Por outro lado, híbridos de menor ciclo, menor porte e menor população de plantas permitem maior produtividade de massa da braquiária, dificultando assim a dessecação ou podendo esta ser antecipada.

Agricultores e técnicos preferem semear a soja com a braquiária completamente seca, e isso depende da dose do herbicida e do período de tempo após a dessecação. Para isso são utilizadas doses superiores à necessária, também devido à presença de outras plantas infestantes e de difícil controle.

Pesquisas recentes têm apontado para o uso de menor dose de herbicida e menor tempo entre a dessecação da braquiária e semeadura da soja, principalmente quando se trata de Brachiaria ruziziensis cultivada em consórcio com milho safrinha. Isso possibilita economizar com sementes, utilizando menor população de plantas de braquiária, visando minimizar a competição com o milho e depois maximizar sua produtividade pelo maior período entre a colheita do milho e a sua dessecação.