Nesta coluna desta 4ª, outra informação de serviço para o produtor de soja: olhe os bons prêmios no mercado interno e venda o disponível com cobertura de opção de compra em Chicago
Por Giovanni Lorenzon
Neste ano, muito mais que nos outros, os pecuaristas, e criadores de aves e suínos, testaram todas as alternativas possíveis de matérias-primas para rações, que substituíssem parte do milho, principalmente. A escassez do cereal e a disputa com o mercado internacional, elevaram os preços tornando os custos quase acima da margem de rentabilidade.
Não que tenham inventado a roda. Tudo que utilizaram é de conhecimento, uns menos e outros com o mesmo teor calórico e energético que o milho. Mas, enfim, o produtor sabe onde recorrer para saber melhor das qualidades e quantidades que devem usar.
Mas o que queremos discutir aqui são as janelas de oportunidades que esse cenário pode abrir para os agricultores, uma vez que há uma expectativa de que poderá haver uma mudança cultural.
Ou seja, daqui para frente, os produtores de proteína animal devem e podem recorrer as outras culturas alimentares no blend das rações, correntemente, e, não, apenas, como socorro.
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Então, por que não começarem a estabelecer contatos com grandes confinamentos, por exemplo, visando um planejamento de produção adicional para esses mercados?
Podemos começar pelo sorgo, o mais conhecido e há muito mais consumido, mas que ainda tem muito chão para convencer o agricultor a plantá-lo visando essa demanda. Só em Minas Gerais sua presença é mais forte.
Torta de algodão e bagaço de cana também são bastantes conhecidos.
Das forrageiras de inverno, se assistiu à explosão do trigo. E esse cereal não vai bem apenas no Sul. O trigo forrageiro para ração produz bem no cerrado goiano, por exemplo.
A cevada, inclusive, embora também mais presente no Sul. Aveia idem, teve bom aproveitamento.
Arroz de sequeiro o Centro-Oeste também produz, além do irrigado no Sul.




