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Segurança Presidencial nas mãos de “Fulano” e “Cicrano”? O retrato de um descuido oficial

Segurança Presidencial nas mãos de Fulano e Cicrano O retrato de um descuido oficial

GSI comete erro inacreditável e nomeia ‘fantasmas’ no Diário Oficial. Documento oficial assinado pela Secretaria-Executiva concedeu cargo e gratificação a militares imaginários.

Já parou para pensar em quem protege o presidente da República? Esperamos, no mínimo, profissionais altamente treinados, com identidades rigorosamente verificadas. Mas, se dependesse de uma publicação recente do Diário Oficial da União (DOU), a segurança máxima do país estaria nas mãos de um “Fulano” qualquer e o tal de “Cicrano“.

Pode parecer piada, mas é um retrato assustadoramente real e gravíssimo de como as engrenagens burocráticas podem falhar. Nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão cuja missão principal é prestar assistência direta e cuidar da segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cometeu uma gafe que beira o inacreditável.

PORTARIA Nº 172, DE 19 DE JUNHO DE 2026

A Portaria nº 172, datada de 19 de junho de 2026, foi publicada no DOU trazendo a designação de três militares para a função de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial. O detalhe assombroso? Dois desses nomes eram puramente fictícios. O ato administrativo, assinado pelo diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI, Vinícius Damasceno do Nascimento, nomeou oficialmente o “Maj EB Fulano de Tal” e o “1º Ten PMDF Cicrano de Tal“, ao lado de um militar real, o primeiro-sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite. Todos passariam a ocupar a cobiçada Gratificação de Representação da Presidência da República de nível quatro.

Segurança Presidencial nas mãos de "Fulano" e "Cicrano"? O retrato de um descuido oficial

A pergunta que não quer calar: como um documento tramita por redatores, revisores e diretores dentro do coração do governo federal e absolutamente ninguém percebe que estão “contratando” figuras imaginárias do vocabulário popular? Se o cuidado com a publicação oficial que estrutura a própria segurança presidencial é tratado com tamanho amadorismo, o que sobra para as decisões que impactam o cidadão comum na ponta da linha?

E, como se não bastasse o grave erro administrativo, a gafe veio acompanhada de um escorregão na língua portuguesa. O documento oficializou o termo “Cicrano” com “C“, embora os dicionários registrem que a grafia correta na gíria popular “fulano, beltrano e…” é sicrano, com “S”. Erraram na nomeação e erraram na gramática.

O documento com os “seguranças imaginários” permaneceu escancarado e disponível tanto na versão digital quanto na edição certificada do Diário Oficial durante todo o dia de hoje (Publicado em: 22/06/2026 | Edição: 114 | Seção: 2 | Página: 3. Órgão: Presidência da República / Gabinete de Segurança Institucional / Secretaria Executiva / Departamento de Gestão). Confira abaixo:

Errar é humano, todos sabemos disso. Mas em um órgão de inteligência e proteção militar que integra a cúpula da Presidência da República, um “copiar e colar” malfeito não é apenas uma distração comum; é uma demonstração de desatenção institucional sistêmica. Afinal, se “Fulano” e “Cicrano” ganharam cargos comissionados para proteger o presidente, a única pergunta que fica no ar é: por que esqueceram de nomear o “Beltrano”?

Link da publicação: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-172-de-19-de-junho-de-2026-713609047

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Foto de Vicente Delgado

Sobre o autor

Vicente Delgado

DRT 2364/MT
Editor-Chefe e Fundador15+ anos de experiência

Jornalista e fundador do Agronews, referência em informações sobre o agronegócio brasileiro. Com mais de 15 anos de experiência no setor, acompanha de perto as principais commodities, políticas agrícolas e tendências do mercado rural.

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