Os gaúchos fizeram a primeira exportação experimental de leite em pó para a China, que ainda precisa de ajustes tarifários. E nisso o novo agrupamento setorial criado no Congresso deverá debater com o governo.
Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®
Apesar dos desafios da produção leiteira, com a alta dos insumos, da energia elétrica, seca e geadas, gerando impactos no consumo pelo repasse de preços, o setor também encara desafios positivos.
Foi inaugurada a primeira exportação experimental de lácteos para a China, um volume pequeno de leite em pó nos vários modelos – de integral à zero de lactose -, e que pode abrir as portas para um mercado bilionário que hoje está praticamente só na mão da Nova Zelândia.
Mas se a gente juntar todos os problemas do mercado interno, cuja produção deve ficar estagnada ente 24 e 26 milhões de toneladas (considerando a base de captação de leite fluído), e a necessidade de negociações com os chineses, o setor pode ter um novo apoio.
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Com a criação, em fins de outubro, da Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite, nasce um novo capítulo para os pleitos da cadeia. Lançada pelo deputado Vitor Hugo (PSL-GO), que também irá presidi-la, a frente já tem na agenda a proposta de subsídio federal para ser pleiteada.
O setor leiteiro é formado majoritariamente por pequenos produtores e pequenas cooperativas. Inclusive entre laticínios, se encontram pequenas firmas regionais. Além de desamparados e sujeitos aos problemas, já citados, que hoje vivem, os lácteos devem ser encarados como questão de segurança alimentar.
Já com a China em vista, há que ser discutidas questões tarifárias. A Central Cooperativa Gaúcha (CCGL), que fez a estreia nacional naquele mercado, diz que a tarifa de importação para os lácteos do Brasil é de 10%, contra 4% do leite que chega da Nova Zelândia – que, de resto, é o maior exportador mundial.
E nisso a Frente criada pode ajudar também, forçando o governo a abrir negociações nesse sentido.
O potencial chinês é tão elevado quanto se projetava, a menos de 20 anos, o mercado para a carne bovina.
A conquista do país, que agora vai poder conhecer a qualidade do produto nacional – a exportação de 1 contêiner serviu para marketing -, puxará toda a cadeia.
Por hora, o Brasil já é exportador, como também é um grande importador.




