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No que depender da produção e do abastecimento de arroz pelo Brasil, a segurança alimentar global está assegurada, diz a Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz) ao celebrar o Dia Internacional do Arroz, comemorado no dia 31 de outubro

Segundo a entidade, o país tem um cereal de qualidade e um volume suficiente para contribuir na garantia do fornecimento ao mercado mundial.

“Além de possuirmos estoques excedentes para exportar, temos condições de aumentar a produção, hoje estimada em cerca de 10,8 milhões de toneladas, caso haja maior demanda dos países importadores”, diz a Abiarroz, destacando a eficiência e a modernidade do parque da indústria brasileira de arroz.

A Abiarroz alerta, entretanto, que o cenário de dificuldades criado pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia e as consequências da pandemia da covid-19 impõem a necessidade de avançar nas negociações comerciais para evitar riscos à segurança alimentar global, especialmente nos países mais pobres.

“O governo brasileiro vem ampliando as negociações diretas com outros países e tem papel ativo na Organização Mundial do Comércio [OMC], visando eliminar barreiras comerciais”, informa Carolina Matos, gerente de Exportação da Abiarroz.

Segundo ela, é necessário atualizar regras de comércio para melhorar o ambiente de negócios no mercado mundial e promover o desenvolvimento sustentável em todas as suas vertentes.

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Vantagens competitivas do Brasil

arroz

“Essas restrições estão na contramão do livre comércio e penalizam os consumidores – principalmente de economias em desenvolvimento ou mais pobres –, que são impedidos de ter acesso a um produto de qualidade e com preços competitivos, como é o arroz brasileiro”, pontua a gerente de Exportação da Abiarroz.

O Brasil – enfatiza a associação – tem vantagens competitivas frente aos concorrentes. “Além de apresentar qualidade, a produção de arroz é sustentável, não é OGM e possui os menores níveis de arsênico em comparação com os principais concorrentes.”

Ainda de acordo com a Abiarroz, com base em dados disponibilizados pela FAO, “entre 2010 e 2019, o Brasil reduziu em quase 40% a emissão de gás metano na produção”.