No mercado da mandioca, indústrias estão em recesso
O enfraquecimento da demanda industrial tem exercido pressão sobre as cotações da mandioca, com a maioria das unidades de processamento em recesso. Este artigo explora os desdobramentos desse cenário, destacando os fatores que influenciam as cotações e delineando as perspectivas para os próximos meses.
O recesso anual das indústrias de fécula tem contribuído para uma diminuição na recepção de mandioca, com apenas algumas unidades programadas para retomar as atividades de moagem nas próximas semanas. Esse quadro, combinado à menor demanda, tem resultado em uma pressão notável sobre as cotações da raiz. As oscilações de preços refletem não apenas a sazonalidade do setor, mas também a estratégia de venda adotada por produtores em diferentes regiões.

Neste contexto desafiador, observa-se um maior interesse de venda, especialmente em algumas regiões. Esse aumento na oferta tem contribuído para as variações nas cotações da mandioca, que, entre 18 e 22 de dezembro, registraram uma queda de 0,41%, situando-se em R$ 577,50 por tonelada posta fecularia, a prazo. No entanto, a desvalorização poderia ter sido mais acentuada não fosse a demanda estável das farinheiras, que buscam manter o esmagamento da raiz.





