Abertura em Cascavel mostra que, mesmo em tempos de margens apertadas, o produtor sabe que a única saída é investir em eficiência e tecnologia de ponta.
Quem chegou cedo ao trevo da BR-277 nesta segunda-feira (9) percebeu que o clima em Cascavel estava diferente. Não era apenas o calor típico do oeste paranaense ou o trânsito intenso de caminhonetes; era a pulsação de um setor que não para. Enquanto muitos analistas de escritório preveem cautela, o produtor rural mostrou sua força na prática, fazendo a catraca do parque girar como nunca antes na história.
A 38ª edição do Show Rural Coopavel começou atropelando as expectativas. Foram exatos 61.090 visitantes cruzando os portões apenas no primeiro dia. Se colocarmos na ponta do lápis, isso representa 4.580 pessoas a mais do que na abertura do ano passado. E por que esse número importa para você, da porteira para dentro? Porque ele sinaliza que o agronegócio não está recuando. Pelo contrário, a busca por soluções para blindar a lavoura e otimizar a pecuária está mais agressiva do que nunca.

Dilvo Grolli, presidente da Coopavel e um dos nomes mais respeitados do cooperativismo, não escondeu o otimismo ao caminhar pelos estandes. “Estamos muito felizes com esse resultado deste primeiro dia, que demonstra o grande interesse dos produtores rurais em conhecer novidades desenvolvidas para que eles produzam mais, com custos menores e atentos aos critérios da sustentabilidade.”, disse o presidente. A leitura nas entrelinhas é clara: o produtor veio buscar ferramenta para proteger sua margem de lucro.
Logística e política: o impacto no custo do frete
Caminhando pelos corredores principais, a presença política foi impossível de ignorar, mas o que interessa aqui é o impacto prático das promessas. O governador Ratinho Júnior, cumprindo seu último ano de mandato, trouxe um discurso alinhado com o que o produtor precisa ouvir: infraestrutura.

Ao reforçar o Paraná como o “supermercado do mundo“, ele tocou em feridas antigas que estão começando a cicatrizar. A modernização do aeroporto de Cascavel e as obras do Trevo Cataratas são visíveis, mas o “pulo do gato” para o escoamento está no projeto do Moegão no Porto de Paranaguá. Para quem planta soja e milho, sabe que cada centavo economizado na logística vira lucro líquido na saca.
“Enquanto o mundo briga, o Paraná trabalha. Esse é o segredo.”, exclamou o governador Ratinho Júnior.
Essa frase do governador ressoou bem entre as lideranças rurais. Com 98% da energia do estado vindo de fontes renováveis, o produtor paranaense ganha um argumento de peso na hora de negociar commodities em mercados exigentes que cobram sustentabilidade.
Onde a tecnologia vira dinheiro no bolso
Saindo da política e entrando na técnica, um dos pontos mais movimentados foi a inauguração da nova estrutura do Espaço Impulso. Não é apenas um prédio bonito com ar-condicionado; é onde as dores do campo encontram o remédio digital.







