Estado trabalha para que o banco seja financiador do programa através do Fundo Amazônia

Focado em tirar do papel o programa Terra a Limpo, de regularização fundiária para a região Amazônica de Mato Grosso, o secretário de Desenvolvimento Regional, Antônio Carlos Paz, recebeu nesta quarta-feira (05.04) o engenheiro do departamento do Fundo Amazônia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Irapuan Braga. Na oportunidade, foi apresentado o modelo de trabalho que Mato Grosso pretende desenvolver para zerar a fila por titulação no estado nos próximos quatro anos.

Segundo Antônio Carlos, a equipe do GDR trabalha há dois anos no projeto que foi apresentado ao banco e busca recursos advindos de bancos internacionais captados pelo Fundo Amazônia para executar o projeto. Ressalta que o Estado não estará sozinho e trabalhará em conjunto com órgãos do Governo Federal.

Na manhã desta quarta-feira, o técnico do banco conheceu a sede do Intermat e verificou in loco a necessidade de novos investimentos para dar vazão de forma célere aos processos dos 82 municípios mato-grossenses que englobam o bioma Amazônia. No período da tarde conheceu a sede do Incra no estado.

“O Irapuã pode conhecer de perto como é realizado o processo da regularização de uma terra e a complexidade das etapas que precisam ser seguidas. Isso deixa claro os trâmites e acreditamos que ajuda na hora de conseguir o aval do BNDES para acessar os recursos”, destacou Antônio Carlos.

Segundo ele, o governador Pedro Taques determinou que os órgãos buscassem apoio da União na elaboração do projeto. Com isso, o trabalho em conjunto que se desenha será pioneiro no país e poderá ser adotados por outras Unidades da Federação. “O presidente do Intermat, Cândido Teles, tem toda a equipe técnica à disposição do programa. O Estado está envolvido para resolver essa questão, o cidadão tem a posse da terra, mas não tem o título, não consegue fazer qualquer financiamento para trabalhar a produção de rua área”, disse o secretário.

O representante do BNDES destacou que o acesso aos recursos obedece a uma série de critérios porque os bancos se preocupam não só com o mérito, mas com exequibilidade do projeto. “O Fundo Amazônia recebe recursos do exterior para buscar melhorias na Amazônia e também buscar os resultados que são esperados, através da preservação da floresta. Estando na cidade conseguiu ter uma clara visão de como vai ser o programa. Entender o mérito e a exequibilidade dele”, comentou Irapuan Braga.