Medida encerra ação de 2023, mas histórico judicial começou em 2013; conciliação cria perito com ‘poder de polícia’ para embargar estandes e expulsar infratores, veja mais informações a seguir
O Ministério Público do Trabalho (MPT) e as entidades organizadoras da Agrishow celebraram um acordo judicial histórico para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores nas operações de montagem e desmontagem do evento. Homologada no final de novembro, a conciliação encerra a ação civil pública ajuizada em 2023, mas representa o desfecho de uma batalha jurídica que se estende há mais de uma década.
A atuação do órgão contra irregularidades na maior feira do agronegócio da América Latina remonta a 2013, quando uma primeira ação foi ajuizada para exigir o cumprimento de normas de segurança no trabalho em altura. Apesar de acordos anteriores, a persistência de acidentes graves e descumprimentos levou o MPT (Ministério Público do Trabalho) a intensificar a fiscalização nos últimos anos, culminando em um novo processo judicial e na construção do modelo de controle previsto no acordo, considerado definitivo.
Modelo inovador de fiscalização: O pacto firmado com a Informa Markets Ltda. e as associações do setor (ABIMAQ, ABAG, ANDA e SRB) estabelece um rigor inédito para grandes eventos no país. A partir de 2026, a fiscalização não será apenas interna: um perito judicial, nomeado pela Vara do Trabalho de Ribeirão Preto, acompanhará as obras in loco com autonomia total.
Diferente do passado, este perito terá poderes para interromper atividades de risco, ordenar a expulsão imediata de trabalhadores ou empresas irregulares e até embargar estandes inteiros que violem as normas de proteção.
O procurador do Trabalho Henrique Correia, responsável pelo acordo, destaca que a medida inaugura uma nova era na segurança de eventos.




