A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), encaminhou novamente a todos os prefeitos, as recomendações de medidas sanitárias e de restrição de contatos, em face do crescimento acelerado do número de contaminados e de óbitos registrados nos últimos boletins, publicados pela Secretaria estadual de Saúde

Um outro fator que levou a AMM solicitar aos gestores municipais a implementar as medidas, com mais efetividade e rigor, é a taxa de ocupação de leitos de UTI, que nas últimas semanas, está sendo acima de 70%.

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Neurilan Fraga – Presidente da AMM

O documento foi encaminhado ao governador Mauro Mendes e também aos secretários de Saúde, Gilberto Figueiredo, e ao chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, contendo as medidas que já foram discutidas amplamente com os prefeitos. “Neste momento, precisamos conter o avanço do coronavírus e evitar o colapso no sistema de saúde, adotando medidas preventivas de ordem sanitária e de redução de contato, em todos os municípios. Não se pode deixar de levar em consideração, que uma pessoa que se contamina com o vírus em um pequeno município, e que tenha o seu quadro de saúde agravado, automaticamente ele é encaminhado para Cuiabá e Várzea Grande, onde se concentra a maioria dos hospitais públicos e privados com leitos de UTIs”, disse o presidente da AMM, Neurilan Fraga.

Por conta disso, ele defende que nas próximas semanas, as medidas sanitárias, restritivas e de controle do distanciamento social, sejam implantadas em todos os municípios de Mato Grosso, independente da classificação na Matriz de Risco, que consta no Decreto 522 do Governo do Estado, como forma de controle da pandemia.

No ponto de vista do presidente da AMM, “Não há outro caminho para diminuir a velocidade do contágio do vírus, e evitar a saturação dos leitos de UTI, se não houver um trabalho articulado, integrado e efetivo em todos os municípios, com a participação dos poderes, das instituições, entidades de classe, das organizações não governamentais e da própria população”, garantiu.