No algodão, junho começou com conta de chegada apertada.
A pluma disponível em Mato Grosso fechou a 3 de junho em R$ 132,06 por arroba no indicador estadual do IMEA, alta de 0,28%. O movimento veio pequeno, só que espalhado pelo mapa produtivo.
Quem olha apenas a variação pode achar pouca coisa. A verdade é que o dado chama atenção pela sintonia entre regiões, já que Alto Garças apareceu no topo, Sapezal ficou na ponta mais baixa e a distância entre as duas referências foi de R$ 3,55 por arroba. Para um estado em que frete, prazo de entrega e acesso ao escoamento costumam mudar a conta na ponta do lápis, essa amplitude ficou enxuta.
Pois é, o interior andou quase junto. Nas doze praças acompanhadas pelo IMEA, os ganhos ficaram entre 0,28% e 0,29%.
Indicador
Valor
Variação
Leitura
Pluma disponível em MT
R$ 132,06 por arroba
Alta de 0,28%
Avanço moderado e disseminado
Alto Garças
R$ 134,84 por arroba
Alta de 0,28%
Maior preço entre as praças
Sapezal
R$ 131,29 por arroba
Alta de 0,28%
Menor preço da lista regional
Paridade de exportação em MT
R$ 125,10 por arroba
Alta de 0,41%
Referência externa segue abaixo da pluma disponível
Frete Campo Verde a Santos
R$ 468,44 por tonelada
Queda de 0,86%
Rota registra recuo no custo do transporte
Frete Sapezal a Santos
R$ 606,43 por tonelada
Queda de 1,39%
Maior custo logístico, mas em baixa
Caroço de algodão
R$ 935,95 por tonelada
Alta de 0,69%
Subproduto ajuda a sustentar a receita
Preços da pluma ficam próximos entre as praças
Detalhe importante aparece nas cotações locais. Campo Novo do Parecis marcou R$ 131,61 por arroba, Sorriso ficou em R$ 131,54, Lucas do Rio Verde chegou a R$ 131,82 e Nova Mutum registrou R$ 132,23. Já nas bases mais firmes, Rondonópolis anotou R$ 134,13, Itiquira veio a R$ 133,63, Primavera do Leste ficou em R$ 133,54 e Campo Verde alcançou R$ 133,43.
Esse desenho tira força da ideia de mercado picado. Mesmo com negociações em bases diferentes, a alta apareceu homogênea, enquanto a paridade de exportação em Mato Grosso avançou 0,41% e foi apurada em R$ 125,10 por arroba. O pulo do gato está na distância contra o disponível interno, que seguiu maior.
Frete e subprodutos completam a leitura do algodão
No transporte, a conversa muda de tom. Campo Verde a Paranaguá ficou em R$ 463,16 por tonelada, Campo Verde a Santos recuou 0,86% para R$ 468,44 por tonelada e Sapezal a Santos caiu 1,39%, mesmo ainda no patamar de R$ 606,43 por tonelada. Entre a rota de Campo Verde a Paranaguá e a saída de Sapezal a Santos, a diferença chegou a R$ 143,27 por tonelada, sinal claro de que a margem depende do preço porteira adentro e também do caminho até o porto.
Agora, os subprodutos deram outro apoio à conta. O caroço de algodão subiu 0,69% e chegou a R$ 935,95 por tonelada. Torta, cotada a R$ 916,62, e óleo, em R$ 5.354,75, permaneceram estáveis. Quando a pluma avança pouco, esse conjunto ajuda a sustentar a leitura financeira da cadeia.
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